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Mademoiselle Le Normand

Mlle Le Normand foi uma das mais celebres oraculistas qua já existiu, alcançando fama, fortuna com o seu ofício e um lugar de destaque na história.

 

A associação de seu nome ao baralho cartomântico que se tornou mundialmente famos, o petit lenormand, mais conhecido pelos brasileiros como baralho cigano ampliou sua fama, ainda mais, envolvendo-a numa sedutora alma de mistério e romantismo onde é vista como a criadora do sistema oracular. (...)

A vidente de Joséphine

No dia 2 de maio de 1801, Marie-Anne Le Normand foi convidada a ir até la Malmaison, a residência de Joséphine de Beauharnais numa aldeia a oeste de Paris. Marie-Josèphe-Rose Tascher de La Pagerie, a primeira esposa de Napoleão Bonaparte, nasceu na Ilha da Marinica em 1763. Ela se casou com Alexandre de Beauharais em 1779, então, depois da morte de Beharnais em 1794, casou com Bonaparte em 1796. Como o convite foi anônimo, Mlle Lenormand não tinha a menor ideia de quem encontraria. (...)

A volta dos Bourbons

Marie-Anne Le Normand sempre alegou ser da realeza. Não só tinha simpatia pela família real em 1793 com, é claro, previu a Restauração de 1814-15 (mas não previu os “Cem dias de Napoleão”!). Era de se esperar que, depois de um pequeno livro celebrando o aniversário da morte de Joséphine, ela publicou La sibylle au tombeau de Louis XVI (A sibila no túmulo de Louis XVI, Paris, 1816) onde ela se encontra com um anjo que lhe narra a batalha de Waterloo através de um generoso vasto relato!!! ... 

Os últimos anos de Le Normand

Depois da Revolução de julho de 1830, um monarca novo, mais liberal, ocupou o trono francês. Contrariamente às suas previsões, seis anos antes, Carlos X foi expulso da França e seu primo Louis-Philippe se tornou rei da França. Marie-Anne Le Normand era monarquista, mas parece ter sido apoiadora dos antigos Bourbons. Sua fama estava minguando, também,  apesar do apoio de Guizot, um dos mais influentes ministros do governo e Émelie de Girardin, uma dos principais nomes da imprensa. Ela, també, converteu Narcisse-Honoré Cellier du Fayel, um próspero advogado que queria encontrar-se com a ‘charlatã’. (...)

A sucessão de Mlle Le Normand

O único herdeiro dos bens de Mlle Le Normand foi o seu sobrinho de 37 anos, Michel-Alexandre Hugo, um segundo tenente da infataria, filho de sua irmã mais nova, Marthe-Sophie. Sua fortuna foi estimada em 500.000 francos, mas, na verdade, eram somente 120.000 dos quais perto de 80.000 foram deixados como heranças pessoais e mais em várias reivindicações concedidas pelo tribunal. Na edição de 16 de julho, o jornal parisiense Le Charivaripublicou um pequeno artigo sobre a sucessão de Mlle Le Normand, concluindo que ela não tinha nenhum sucessor(a), porém um grande número de senhoras leitoras da sorte dividiriam a sucessão entre si. (...)

Mlle Le Normand era, realmente, uma ‘cartomante’?

Marie-Anne Le Normand constantemente se denominava sibila ou ‘profetisa’ (pythonisse) e costumava sustentar seus livros em suas visões e profecias. Quando se permitia falar sobre suas técnicas divinatórias ela evocava um impressionante catálogo de instrumentos mágicos: O espelho flamejante de Luca Gaurico, as trinta e três varas gregas, a ‘cabale de 99 de Zoroastre’, alguns grimórios, uma varinha divinatória, seus preciosos talismãs, o açoélectre, as chaves de Salomão, o anel cigano, a(s) flecha(s) de Abaris, uma lupa mágica, etc, etc. As cartas não foram esquecidas, mas não foram, obviamente, colocadas em primeiro lugar. (...)

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